Embora só deva assumir oficialmente o lugar de Luiz Henrique (PMDB) em janeiro, há quem diga que o vice-governador Leonel Pavan (PSDB) já despacha no Centro Administrativo como governador de fato. O governo LHS já estaria em clima de fim de feira. Um sinal claro ocorreu em Itajaí, no dia 16, quando a visita do ainda governador à cidade foi pouco prestigiada, diferentemente de outros tempos. Um dos últimos atos importantes de Luiz Henrique como governador de Santa Catarina ocorreu domingo, em Ilhota, onde assinou a ordem de serviço da ponte sobre o rio Itajaí-açu que fará a ligação da rodovia Jorge Lacerda (SC-470) até a rodovia BR-470, uma reivindicação de décadas. A obra está orçada em R$ 32,5 milhões, sendo que 53% serão bancados pelo governo federal e os 47% restantes pelo governo do Estado.
Fim de feira
24/11/2009 · Deixe um comentário
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‘Omenagem’
24/11/2009 · Deixe um comentário
O professor e jornalista Magru Floriano recebeu ameaças por telefone e pessoalmente por ter publicado no seu blog a foto de uma placa confeccionada a pedido da Amfri em homenagem aos 150 anos de Itajaí. O que lhe chamou a atenção e o fez publicar foi o fato de estar escrito na placa “AMFRI Omenageia”. Isto mesmo. ‘Omenageia’, sem H, num erro de português homérico, grotesco e imperdoável. A placa da ‘omenagem’ estava sendo colocada num prédio da praça Vidal Ramos, quando no final da tarde de quinta-feira o próprio Magru, avisado pelo radialista Célio Fóes, alertou os funcionários da empresa que estavam fazendo o serviço de que havia um erro crasso de português e que o mais prudente seria substituir a placa. Os funcionários, inteligentes, seguiram a recomendação de Magru e retiraram a placa. Mas alguém não gostou que Magru publicou a foto no blog, lhe disse desaforos e lhe fez ameaças. “Eu dei uma contribuição aos donos da placa, porque simplesmente impedi que ela fosse colocada no prédio, o que seria motivo de risos gerais e vergonha pública”, explica Magru. Em solidariedade ao Magru e em ‘omenagem’ ao infeliz que fez as ameaças, este blog também publica a foto.
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Conferência do Clima
21/11/2009 · Deixe um comentário
Charge de Carlos Latuff sobre o acordo entre China e Estados Unidos, os dois países que mais poluem o mundo, de não aceitarem estabelecer metas de redução de emissão de gases poluentes, defecando em cima da Conferência do Clima, a ser realizada em dezembro em Copenhague, na Dinamarca.
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A inútil coletiva…
21/11/2009 · 1 Comentário
O prefeito Jandir Bellini (PP) e o presidente da Câmara, Luiz Carlos Pissetti (DEM), continuam não falando a mesma língua. Na tal coletiva de imprensa, que na verdade foi coletiva de cargos comissionados, quinta-feira, Bellini voltou a argumentar que seu governo foi prejudicado pela “queda de arrecadação”. Pissetti, por mais de uma vez, disse na tribuna da Câmara que não houve queda de arrecadação em Itajaí. De uma forma geral, a tal coletiva foi vista como inútil, uma perda de tempo. E não só aos olhos da oposição. “Antes de ser uma coletiva de imprensa ou uma tentativa de prestação de contas, o evento pareceu um grande pedido público de desculpas por esses dez meses de governo”, comentou no seu blog o professor e jornalista Magru Floriano, que até outubro integrou o governo como assessor de imprensa do porto de Itajaí. Talvez a única informação interessante apresentada pelo prefeito na tal coletiva foi o fato de os deputados federais Décio Lima (PT) e João Matos (PMDB) terem entrado em contato para anunciar que foram confirmados os R$ 60 milhões a mais necessários para a execução da obra de dragagem para aprofundar o calado do canal portuário para 14 metros, como informou o DIARINHO na sexta. Ou seja, a boa notícia veio de Brasília…
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JN: “Explosão de gasoduto pode ter causado deslizamento”
21/11/2009 · Deixe um comentário
Para assistir o vídeo da reportagem de Ricardo Von Dorf, exibida no Jornal Nacional, da Rede Globo, em 4 de dezembro de 2008, sobre o possível impacto da explosão do gasoduto no Belchior Alto (Gaspar) no agravamento dos deslizamentos de terras ocorridos nas localidades próximas, principalmente no complexo do Baú (Ilhota), clique aqui. A seguir, a reportagem em forma de texto, tal como consta no site do Jornal Nacional: Explosão de gasoduto pode ter causado deslizamento Muitos moradores dizem que a explosão do gasoduto Bolívia-Brasil, no dia 23 de novembro, aconteceu antes dos deslizamentos de terra. Caiu o número de desabrigados e desalojados em Santa Catarina: de quase 80 mil para 32 mil. O número de mortos se mantém em 118 e 31 pessoas continuam desaparecidas. Em Ilhota, uma das cidades mais atingidas, muitos moradores dizem que a explosão do gasoduto Bolívia-Brasil aconteceu antes dos deslizamentos no Morro do Baú. A reportagem é de Ricardo Van Dorff. Desde a tragédia há duas semanas, é a primeira vez que o Morro do Baú não fica encoberto pelas nuvens. Mesmo de longe é possível ver as marcas dos deslizamentos que mataram 37 pessoas no município de Ilhota. Na cidade vizinha de Luis Alves, onde oito pessoas foram soterradas, o corpo de um homem de 66 anos continua desaparecido neste deslizamento. Por três vezes, as equipes de resgate estiveram no local. Mas o forte cheiro dos peixes que morreram com o estouro desse açude dificulta o trabalho dos cães farejadores. Seu Armando e Dona Carolina, primos do agricultor desaparecido, viram o momento do desastre. “Eu fiquei três noites sem fechar os olhos porque eu fechava os olhos e via a cena. É muito difícil” diz a agricultora Dona Ana Carolina. Em Luis Alves, 548 pessoas foram removidas das casas em áreas de risco. Algumas famílias que estão em abrigos tiveram a autorização para ir em casa por pouco tempo. E com a escolta da força tarefa do Corpo de Bombeiros de São Paulo. “Essas famílias estão tendo 30 minutos para entrar em suas residências e retirar os seus pertences essenciais”, afirma o capitão do Corpo de Bombeiros de São Paulo Jefferson de Mello. Muitas vítimas da tragédia no Morro do Baú dizem que os deslizamentos de terra aconteceram depois da explosão que provocou o rompimento do gasoduto Bolívia- Brasil, no dia 23 de novembro, em Belchior Alto, na cidade de Gaspar. O local é próximo ao Vale do Baú. “Nós estávamos numa casa lá e deu uma explosão. Cerca de 6 minutos depois – não sei dizer o tempo certo – deu um tremor na terra. Nós vimos aquele clarão e já veio uma avalanche e derrubou um monte de casas. Não tem explicação, sozinho aquilo ali não viria”, revela o auxiliar de serviços gerais Juliano Baier. "Até às 21h – antes da explosão – estava tudo no seu lugar. Não existia nada arrebentado lá, eu andei na propriedade lá”, explica o agricultor Rainoldo Ringols. Um especialista da Universidade Federal do Rio Grande do Sul que analisou as condições do solo para a prefeitura de Gaspar disse que a suspeita merece investigação. “O que se vê ali é uma série de rupturas que foram causadas pela chuva. Inclusive, a própria ruptura do gasoduto foi causada por um deslizamento provocado pela chuva. Mas há muitas evidências de moradores dizendo que foi muito simultâneo. Mas isso tem que ser melhor investigado”, afirma o engenheiro Luiz Bressani. “Na verdade houve um rompimento de um duto por conta da chamada corrida de detritos – o desabamento que houve na encosta da montanha trazendo árvores, pedra, um volume de terra muito grande. Esse deslocamento de detritos causa um barulho também muito grande. E o pessoal pode ter confundido isso com explosão. Na verdade o duto foi rompido neste ponto” diz o diretor da TBG, empresa de gasoduto, Oswaldo Luiz Monte.
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E o gasoduto?
21/11/2009 · Deixe um comentário
Casa destruída por deslizamento de terra no Alto Baú, na noite de 23 de novembro de 2008, pouco depois da explosão ou rompimento do gasoduto no Belchior Alto (Foto: Felipe VT/DIARINHO)
A poucos dias de se completar um ano da tragédia de novembro de 2008, que ceifou as vidas de mais de 100 pessoas em Santa Catarina, sendo 37 somente na região do complexo do Baú, em Ilhota, uma pergunta permanece no ar: o rompimento do gasoduto Bolívia-Brasil na localidade de Belchior Alto, em Gaspar, foi ou não decisivo para o agravamento dos deslizamentos de terra nas localidades próximas? As autoridades se mostraram pouco interessadas em levar a fundo investigações para responder esta questão. O que era, convenhamos, esperado. Afinal, a empresa TBG, responsável pelo gasoduto, é do governo. A empresa negou que tenha havido explosão. Disse na época que apenas houve o rompimento do duto devido a um deslizamento de terra e que isto não causou outros desmoronamentos. Segundo matéria da Agência Estado de 10 de dezembro de 2008, o presidente da SCGás, Ivan Ranzolin, disse na ocasião que “temos informações que a TBG está elaborando um amplo relatório sobre o acidente e em breve deverá ser divulgado na imprensa”. Muito bem. Passou-se um ano e qual foi a conclusão desde relatório? Quando o tal “amplo relatório” foi divulgado na imprensa? Pouco importa. Mesmo que este relatório tenha sido feito, qual a sua credibilidade? É evidente que a empresa não quer, de jeito nenhum, manchar sua imagem se eventualmente foi comprovado que o rompimento do duto ajudou a provocar mais desmoronamentos na região. Ou alguém imagina a TBG vindo a público assumir que sua obra contribuiu para aumentar a desgraça? Tal relatório deveria ser feito por especialistas independentes, sem qualquer vínculo com a empresa e com o governo. Em sua página na internet (www.tbg.com.br), a própria TBG não faz qualquer menção ao ocorrido com a tubulação da empresa em Santa Catarina. A omissão em relação ao fato é total, como se nada tivesse acontecido. Para a empresa, quanto antes este assunto for esquecido, melhor. Obviamente, é prematuro fazer acusações e chegar a qualquer tipo de conclusão antes de estudos aprofundados nas áreas atingidas. Do mesmo modo, não se pode eximir de antemão o gasoduto, como tentou um jornal da região que se apressou em fazer uma matéria de capa na época vendendo a ideia de que associar a suposta explosão do gasoduto ao desastre era – usando o termo empregado na matéria – “mito”. Não são poucos os moradores do complexo do Baú que afirmam que os deslizamentos ocorreram logo depois que se ouviu uma explosão e de surgir um grande clarão na noite de domingo, 23 de novembro – momentos após o segundo rompimento no gasoduto, no Belchior Alto. São inúmeros os relatos dos que testemunharam tal cenário, ganhando repercussão inclusive na mídia nacional. Um exemplo é o seguinte trecho de reportagem publicada na revista Época em 28 de novembro. “Ilhota contava os primeiros mortos quando descobriu que as explosões descritas pelos moradores ocorreram num gasoduto que passa atrás do morro. Suspeita-se que deslizamentos de terras provocados pela chuva tenham arrebentado a tubulação do gasoduto e que as explosões de gás tenham agravado os desmoronamentos”. Em reportagem veiculada no dia 4 de dezembro de 2008 no Jornal Nacional, da Rede Globo, disse o auxiliar de serviços gerais Juliano Baier: “Nós estávamos numa casa lá e deu uma explosão. Cerca de seis minutos depois – não sei dizer o tempo certo – deu um tremor na terra. Nós vimos aquele clarão e já veio uma avalanche e derrubou um monte de casas. Não tem explicação, sozinho aquilo ali não viria”. Outro depoimento, do agricultor Rainoldo Ringols, registrado na mesma reportagem, feita pelo repórter Ricardo Von Dorf, reforça: “Até às 21h – antes da explosão – estava tudo no seu lugar. Não existia nada arrebentado lá, eu andei na propriedade”. Von Dorf ainda ouviu o engenheiro Luiz Bressani, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que afirmou que os relatos dos moradores deveriam ser melhor investigados. INDENIZAÇÃO Os indícios de que a explosão ou rompimento do gasoduto pode ter contribuído para provocar deslizamentos em Gaspar e Ilhota fizeram com que várias famílias atingidas entrassem na Justiça contra a empresa TBG, cobrando reparação de danos. Dada a complexidade da questão, as ações levaram mais de seis meses para serem preparadas e começaram a ser protocoladas no Fórum de Gaspar em agosto. Em matéria publicada pelo jornal Cruzeiro do Vale, de Gaspar, em 10 de julho, a advogada Lenice Kelner explica que o resultado de uma análise feita por uma equipe técnica especializada em engenharia do solo, composta por cinco especialistas, foi anexado aos processos. Segundo ela, a equipe de especialistas concluiu, após diversas análises, que explosão do gás influenciou nos deslizamentos. “O que os especialistas apresentaram é que se não tivesse ocorrido a explosão do gás os deslizamentos teriam sido muito menores e, consequentemente, os prejuízos também. Muitas daquelas casas não teriam caído sem a influência da explosão”, disse Kelner ao jornal gasparense. A advogada representa cerca de 80 famílias da localidade de Belchior Alto, em Gaspar, e do complexo do Baú, em Ilhota.
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Baú, um ano depois
16/11/2009 · 1 Comentário
Tatiana perdeu 14 familiares na tragédia e fundou uma
associação para unir a comunidade pela reconstrução do Baú
“Muita coisa foi feita, mas tens que ter a consciência de que muito mais poderia ser feito”. Assim a jovem Tatiana Reichert, 34 anos, presidente da Associação dos Desabrigados e Atingidos da Região dos Baús (Adarb), resume, às vésperas de se completar um ano da tragédia de novembro de 2008, a reconstrução da região do Baú, em Ilhota, área que registrou o maior número de vitimas fatais – 37. “Um ano depois, a gente ainda pessoas sem moradia e problemas com os morros, que continuam rachando, continuam cedendo”, revela. Quando Tatiana diz que “muita coisa foi feita” é seja bondade sua, pois se refere tão somente a recuperação de estradas e dragagem de ribeirões. É pouco, muito pouco. Muitas famílias permanecem sem casas e a reconstrução das moradias é feita a conta gotas, sendo que até agora as poucas reconstruídas se devem a doações de entidades como o Instituto Ressoar e o Lions Clube. Do poder público, praticamente nada. Nem sequer a compra de um terreno para a construção das casas pode ser atribuída aos governos municipal, estadual ou federal. “Isto tem que ficar bem explicado para a população: o terreno comprado aqui não foi dinheiro do governo, é o dinheiro que a população depositou na conta da Defesa Civil”, esclarece Tatiana, acrescentando que o auxílio-reação também foi bancado com as doações do povo brasileiro. Já os agricultores que perderam toda a lavoura na enchente não receberam auxílio algum. Segundo Tatiana, o governo federal mandou R$ 1,5 milhão para Ilhota com a finalidade de ajudar os produtores rurais, mas a prefeitura não fez o dinheiro chegar até os agricultores. “Dizem que a prefeitura comprou dois caminhões e duas patrolas, que estão na secretaria de Obras. O agricultor levou um tapa na cara”, revolta-se. Uma reivindicação da comunidade é a instalação de uma estação de rádio amador. “Aqui não pega celular e o telefone é via satélite, qualquer problema o telefone cai e a gente fica sem comunicação. Se acontece algo mais grave, a gente fica sem comunicação como ficamos há um ano atrás”, explica Tatiana, que também cobra a construção de pelo menos dois abrigos para situações de emergência. Outra preocupação latente dos sobreviventes do Baú é a iminência de uma nova tragédia a cada chuva forte. “Um dos grandes problemas é que a gente não sabe qual é a situação da estrutura dos morros. A associação recebeu a informação que isso é um estudo para mais de cinco anos, que demanda muito dinheiro, mas até o momento não se vê projetos de estudos dessa área”, conta a presidente da Adarb. Tatiana perdeu 14 parentes de até terceiro grau. Oito eram de primeiro grau, inclusive a mãe e uma irmã. “Perdi uma irmã que ficou 14 horas e meia esperando socorro. As primeiras horas porque não tinha comunicação, as demais porque não vieram. Até o último segundo de vida ela estava consciente. Ela perguntou ‘pai, quando o socorro vem?’ e cinco minutos depois ela disse ‘pai, não agüento mais, eu vou morrer’”. “Como vítima disso tudo, eu eternamente vou exigir do Estado uma explicação porque eu não consigo aceitar”, desabafa a jovem, que por outro lado encontrou na luta pela reconstrução da comunidade uma forma de superar a dor. Fundada em janeiro, a Adarb tem adquirido respeito e prestígio, sendo inclusive convidada para participar da organização da I Conferência Nacional de Defesa Civil. “Os nossos governantes têm de nos respeitar e eles sabem que nós vamos incomodar muito eles”, completa Tatiana. Para conhecer mais a Adarb, mais informações podem ser encontradas no endereço virtual http://www.sosmorrodobau.com.br. A associação também recebe doações em dinheiro, através da conta corrente do Banco do Brasil número 9690-3, agência 3148-8.
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“O ocorrido na terça-feira foi totalmente diferente do chamado apagão de 2001”
15/11/2009 · Deixe um comentário
“O ocorrido na terça-feira foi totalmente diferente do chamado apagão de 2001, quando o governo decretou um racionamento obrigatório de energia elétrica para toda a população, sob pena de desligamento de residência ou empresa por alguns dias caso não fosse cumprido o corte no consumo”. A análise é do professor Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da UFRJ. Em artigo publicado sexta-feira no jornal Folha de S. Paulo, Pinguelli afirma que o problema de 2001 foi provocado pela falta de investimento do governo. “Alertei o então presidente Fernando Henrique Cardoso por uma carta, como coordenador do Instituto Virtual da Coppe/UFRJ, e cheguei a conversar com José Jorge, à época ministro de Minas e Energia. Naquele caso, houve falta de investimento”. De acordo com Pinguelli, o blecaute da semana passada teve causas bem diversas dos problemas energéticos de 2001. “O que ocorreu foi a interrupção de três linhas que trazem a energia de Itaipu ao Sudeste, acarretando o desligamento de todas as turbinas da usina e causando o desligamento de várias outras linhas em cascata. Daí a propagação do blecaute ter atingido tantas cidades”. O especialista também afirmou que desligamento das linhas foi necessário. “O desligamento das linhas em sobretensão é correto, pois as protege e evita danos a equipamentos e perdas de transformadores por sobrecarga. Portanto, o desligamento automático das linhas de transmissão é inevitável em certos casos críticos como o de agora. Os efeitos seriam muito piores se o desligamento não ocorresse”. A propósito, o professor Pinguelli foi entrevistado pelo jornal matinal de uma grande emissora de televisão nacional e era visível o desconforto dos apresentadores pelo fato de Pinguelli não dizer o que eles queriam que ele dissesse. E também porque a emissora tinha preparadas várias matérias que iam na contramão do que o especialista explicava. Os apresentadores ficaram com cara de bunda. A íntegra do artigo pode ser lida no blog do Gerd Klotz.
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E o seguro?
15/11/2009 · 1 Comentário
Apesar da destruição provocada pelo incêndio no Iceport, as consequências econômicas serão amenizadas por um simples e óbvio motivo: havia sido contratado seguro para as instalações.
O porto de Itajaí, há um ano, foi parcialmente destruído pela enchente. E o seguro? Por que não foi contratado seguro das instalações do porto de Itajaí mesmo sendo o seguro exigido no contrato de arrendamento? Por mais que seja repetitivo, a coluna insiste em lembrar o que está disposto na cláusula 35 do contrato de arrendamento 030/2001:
“Não será autorizado o início das operações portuárias ou o prosseguimento das mesmas sem que a ARRENDATÁRIA apresente à SUPERINTENDÊNCIA DO PORTO DE ITAJAÍ comprovação de que as apólices dos seguros previstas neste CONTRATO se encontram em vigor”.
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“Ao jornalista é indispensável exigir honestidade”
14/11/2009 · Deixe um comentário
Mino Carta, diretor da revista Carta Capital (Foto: Juvenal Vieira/DIARINHO)
Algumas frases de Mino Carta no histórico entrevistão concedido ao DIARINHO, publicado neste fim de semana. “Se você não exerce constantemente o espírito crítico, você não sabe que está vivo” “O jornalismo é necessariamente subjetivo porque você é você. Ao colocar uma tímida vírgula num pedaço de papel, você já mostra que é você. Ao jornalista não se deve pedir objetividade, ao jornalista é indispensável exigir honestidade” “Se você quer praticar o capitalismo verdadeiro, autêntico, você tem que distribuir renda. O capitalismo não depende só de cidadãos, como a democracia. Depende de consumidores. Você tem que ter consumidores. Se depender da nossa classe média, só ela tem direito a consumir. É isto. É uma coisa tola, é uma coisa estúpida” “Quando vem um estrangeiro aqui em São Paulo eu levo para visitar a favela de Paraisópolis. Se vocês nunca foram, vão. E vão munidos com máquina fotográfica, porque vale a pena. Existe um ponto em que se tem uma visão panorâmica perfeita. Em primeiro plano tem prédios luxuosíssimos. Tem prédio que tem uma piscina em cada terraço. E os terraços estão ali como gavetas de uma cômoda, sabe? Se abrem sobre a favela. E tem uma piscina em cada terraço. Eu imagino que é um domingo ensolarado, os petizes classe alta, aristocratas, que vão para a piscina e podem olhar para o panorama da favela que está aos seus pés. Se isso não é Idade Média, eu me pergunto o que é Idade Média” “O Obama, por exemplo, enfrenta agora a mídia, a Fox, de uma forma muito direta, dizendo ‘a Fox se porta como um partido político e então como tal eu passo a considerá-la’. Eu acho que o Lula poderia fazer isso em relação à mídia em geral se ele quiser. Sei que ele não fará nunca” “A mídia implorava para que o golpe [de 1964] viesse. A mídia estava toda a favor do golpe, compactamente, antes que o país fosse entregue nas mãos ‘vermelhas’” “Eu sinto que vivemos num país medieval, onde existe proteção, existem escudos certos para os piores bandidos” “Eu descobri a serventia do jornalismo com o golpe de 1964. O golpe me disse ‘olha, se você conseguir, como jornalista, deixar para os pósteros algum registro do que está acontecendo, você terá cumprido bem a sua tarefa’” “Existe o núcleo de países ricos e uma quantidade monstruosa de países pobres. Um bilhão de pessoas têm fome. Então, a preocupação com o desvalido, basta esta para que você possa dizer ‘sou de esquerda, tenho um compromisso social, minha preocupação em primeiro lugar é social’” “O jornalismo é uma das formas de expressão de um país. Então, eu acho que nós por enquanto merecemos o que temos. Mas, a longo prazo, eu acredito seriamente no Brasil” “Ele [Roberto Marinho] virou, efetivamente, o grande vilão do país. A Globo é uma das desgraças dos brasileiros, um dos perfeitos frutos do golpe de 1964” A íntegra do entrevistão pode ser lida na versão online do DIARINHO ou no blog do Gerd Klotz.
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